Friday, 3 April 2015

Dengue e alimentação

Baseado num estudo da Associação Brasileira de Nutrição

A Internet está cheia de informações sobre a dengue; algumas confiáveis, outras nem tanto. Apresento abaixo uma simples lista de alimentos que devem ser evitados por quem está com dengue, e algumas sugestões de alimentos que podem ajudar quem está procurando se re-erguer. A lista foi composta baseada num estudo feito pela Associação Brasileira de Nutrição, conforme reportagem publicada no site do G1.

Evitar o seguintes alimentos, pois possuem salicilatos, que além de potencializar os efeitos da dengue, podem, como consequência, piorar a condição da pessoa diagnosticada com a doença:

Abricó;
Ameixa fresca;
Amêndoa;
Amora;
Batata;
Cereja;
Groselha;
Limão;
Maçã;
Melão;
Morango;
Nectarina;
Nozes;
Passa;
Pepino;
Pêssego;
Pimenta;
Tangerina;
Tomate;
Uva.

Evitar também os seguintes alimentos, que apesar de não possuírem os salicílicos, são alimentos de ação antitrombótica, ou seja, fazem o mesmo efeito:

Alho;
Cebola;
Gengibre.

Por outro lado,  procure comer:

Hortaliças, principalmente as de folhas verdes escuras;
Frutas e sucos moderadamente diluídos para ajudar na hidratação, dando preferência para suco de laranja, acerola, abacaxi ou caju, que são ricos em vitamina C.

No caso das carnes, preferir as de cortes magros e as brancas sem pele.

Wednesday, 30 April 2014

A verdadeira riqueza

[escrito alguns anos atrás num fórum público, em resposta a um agnóstico que perguntou como minha fé havia influenciado minha condição presente]

No meio da correria de uma grande cidade, um jovem com pouco mais de vinte anos de idade virou as costas para um futuro promissor e seguiu o caminho que a sua fé indicava. Tolo ou sábio? Covarde ou corajoso?

Programando “main-frames” da IBM de dia para um órgão do governo, e concluindo um curso superior na mesma área à noite, uma parte dele estava desfrutando de cada minuto desta vida. Pascal, Cobol, cartões de 80 colunas, Dbase e Fortran pareciam uma doce melodia aos seus ouvidos.

Mas outra parte dele estava insatisfeito. Morando em uma das cinco maiores cidades do planeta, cercado de violência, impiedade e vícios, ela ansiava por algo mais profundo. Crendo num Deus pessoal, e num futuro eterno depois da morte, ele queria mais tempo para servir ao seu Deus. Os finais de semana eram tudo que ele tinha no momento; e a situação iria piorar. A correria diária ao seu redor, e a direção que sua carreira estava seguindo, ambos indicavam claramente que, nos próximos anos, ele estaria mais e mais envolvido com o universo dos computadores.

O que parecera como uma doce melodia começou a se assemelhar a um suspiro órfão; o que parecera um doce sonho no início, agora começava a exalar um perfume amargo. Assim, antes que a morte pudesse despertá-lo para uma eternidade de arrependimento e remorso, ele jogou tudo para o alto. Mudou-se de volta para o interior, abriu uma pequena loja, casou, e dedicou-se inteiramente a um outro tipo de vida. Uma vida onde as horas são mais longas, o “stress” e as exigências maiores, as recompensas imediatas menores, mas que traz consigo a promessa de alegria eterna.

Vinte anos depois, sentindo-se pensativo numa madrugada, ele meditava na decisão da sua juventude (uma decisão que mudara totalmente sua vida) e nos resultados dela. Ele morava na parte mais pobre de uma pequena cidade. Suas possessões terrenas se limitavam à casa onde ele morava, e um carro quase tão velho quanto as memórias da sua antiga carreira. Enquanto o mundo (ou, pelo menos, seus vizinhos) dormiam lá fora, ele olhou demoradamente para suas lindas filhas, que dormiam em paz (a mais velha, impetuosa e frágil como sua mãe; a do meio, quieta e temperamental, como ele; e a pequena, uma mistura maravilhosa de tudo). Virando-se para deixar o quarto delas, ele viu a Lua, espreitando por entre as folhas da árvore no quintal, refletindo em seu sorriso a paz que havia no coração dele. Ele voltou para sua cama e abraçou sua esposa, que havia permanecido com ele durante todas as mudanças, desafios e lágrimas dos anos anteriores.

Ela murmurou alguma coisa, sem acordar, e retribuiu seu abraço; e naquele instante ele entendeu, e agradeceu a Deus por ter se transformado num homem tão rico!

True riches

[written some years ago on a public forum, in reply to an agonistic who asked in what way had my faith influenced my present situation]

In the hubbub of a large city, a young man in his early twenties turned his back on a promising future to follow the path his faith desired. Foolish or wise? Coward or brave?

Programming main-frame IBM's during the day, and studying in the same field at night, part of him was thoroughly enjoying every minute of it. Pascal, Cobol, 80-column cards, Dbase, and Fortran seemed like sweet music to his ears. But part of him was unhappy.

Living in one of the five largest cities in the world, surrounded by violence, viciousness and vice, he longed for something more meaningful. Believing in a personal God, and in an eternal future after death, he wanted more time to dedicate to serving this God. Week-ends were all he had at the minute; and it was going to get worse. The hectic pace of life where he lived, and the direction in which his career was heading, both were sure signs that the next few years would see him more and more involved in the world of computers.

What had sounded like sweet music, slowly began to be eerily similar to an orphaned sigh; what had seemed like a sweet dream at first, slowly began to exude a bitter perfume. So before death had the opportunity to wake him up to eternal regret, he gave it all up. Moving back to the interior he opened a little shop, married, and threw himself body, soul and spirit into another kind of life. A life where the hours are longer, the stress and demands are greater, the immediate rewards fewer, and yet which has the promise of eternal joy.

Twenty years later, in a contemplative mood late one night, he looked back on the decision of his youth (life-changing, to say the least), and on what he had turned out to be. He lived in the poorer part of a small town. His earthly possessions were limited to the house where he lived, and a car nearly as old as his memories of his past career. As the world (or at least, his neighbours) slept outside, he gazed down for a long time on the sleeping form of his darling little girls, sleeping so peacefully (the elder, impetuous and vulnerable like her mother; the middle one, quiet and moody like himself; and the little one, a charming mixture of everything he loved). As he turned to leave their room he saw the moon, gazing through the leaves of the tree in the garden, reflecting in her smile the peace in his heart. He went back to bed, and cuddled up close to his sleeping wife, who had been with him during all those changes, challenges and tears.

As she murmured in her sleep and returned his embrace, he bowed his heart in happy gratitude before God, and thanked Him for how rich he had turned out to be.

Wednesday, 2 April 2014

O gnosticismo no filme "Noah"

Você já deve ter ouvido falar do filme “Noah”, que conta a história do Dilúvio. Um escritor norte-americano (Brian Mattson) escreveu um artigo sobre o filme, deixando claro que o filme não é baseado na história bíblica do Dilúvio, mas que é uma propaganda do gnosticismo presente na Kabala (o corpo imaterial de Adão e Eva antes da Queda, vestidos de luz, e não de carne e ossos, Lameque usando a pele da serpente do jardim do Éden para abençoar Noé, o “criador” que todos adoram, etc.).

Devo esclarecer que não assisti, e não pretendo assistir, o filme. Não posso defender as opiniões de Mattson. Mas repasso aos outros o link que recebi, para quem desejar saber um pouco mais sobre o filme. Várias pessoas tem criticado o artigo de Mattson, mas é interessante que não desmentem as afirmações dele sobre o forte apelo gnóstico do filme; apenas parecem querer argumentar que o conteúdo gnóstico do filme não é prejudicial.

Como disse acima, não vou assistir o filme, e não estou tentando dizer que você não deve assistir; mas quero divulgar esta opinião, “a quem interessar possa”.

O artigo original: Sympathy for the devil.
Um artigo do mesmo Mattson comentando algumas críticas: The real issue.

Friday, 21 February 2014

Avô, bisavô, trisavô, tetravô, ...

Art by Mike Lloyd
Conversando poucos dias atrás com alguns irmãos, ficou evidente nossa ignorância sobre a nomenclatura correta para se referir aos nossos antepassados. Uma pesquisa no dicionário solucionou o problema, e mostrou o quanto eu estava enganado em relação a alguns termos (tataravô não é o pai do bisavô, mas o pai do trisavô). Então, para esclarecer de uma vez por todas esta questão, eis a lista oficial:

Pai e Mãe;
    Avô e avó;
        Bisavô e bisavó;
            Trisavô e trisavó (ou tresavô e tresavó);
                Tetravô e tetravó (ou tataravô e tataravó);

Alguns sites continuam a lista com pentavô, hexavô, heptavô, octavô, mas a validade destas palavras é duvidosa. Nenhuma delas é conhecida do Dicionário Priberam ou do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, do site da Academia Brasileira de Letras). Sendo assim, use-as por sua própria conta e risco :-)


Sunday, 8 December 2013

Torta Portrush

Uma sugestão nova de sobremesa: torta recheada com chantili (chantilly) e marshmallow, coberta com musse (mousse) de chocolate. Batizo-a de Torta Portrush :-)


A base é feita de bolachas e manteiga (vai ao forno). O recheio é creme fresco batido com açúcar (à gosto) acrescido de marshmallows picados em pedaços bem pequenos. A cobertura é mousse de chocolate.

É uma delícia, e (mais ou menos) light (eu acho).

Sunday, 24 November 2013

Você grita, mas ninguém ouve!

Se você está cansado de receber convites e notificações sobre jogos no Facebook, saiba que postar um recado pedindo para não receber mais estas notificações provavelmente não terá efeito nenhum (ou, pelo menos, terá muito pouco proveito). Isto porque a maioria destas notificações é enviada sem o consentimento, e sem o conhecimento, do autor. Ou seja, o seu cunhado chato provavelmente nem sabe que está lhe mandando 237 convites por dia para você jogar Candy Crush!

A solução, porém, é simples: para cada aplicativo que fica preenchendo sua Timeline com notificações, siga a ilustração abaixo. Clique na setinha que aparece no canto superior direito (a seta só aparece quando você leva o mouse até lá) e escolha a opção “Hide all from <Nome do Aplicativo>”.


Dá um pouco de trabalho se há muitos aplicativos perturbando seu sossego, mas vale a pena.

Monday, 23 September 2013

Será?

Um intenso frio me envolve;
Será que a Natureza nos devolve
Toda a amargura que já recebeu?
    Ou será que apenas eu
        Tenho frio?

Um intenso amor me envolve;
Será que minha amada me devolve
Todo o carinho que já recebeu?
    Ou será que apenas eu
        Tenho amor?

(27/05/87 — escrito numa manhã gélida de Maio, de serviço no Quartel)

Saturday, 21 September 2013

Pensando ...

Lá no alto, além das nuvens,
Eu me sento pra pensar.

Penso em coisas já passadas,
Sepultadas
Mas amadas.

Penso em dores
E amores,
Dissabores
Ou temores.

Penso em tudo, penso em nada,
Penso em não pensar em nada.

Penso em vão
(E sem razão!),
Penso em mim
(E no meu fim!).
Penso a vida
(E esqueço a morte),
Penso a lida,
Fraca ou forte.

Penso em tudo, penso em nada,
Penso até no tudo-ou-nada.

Até que a noite, entediada,
Diz “Adeus!” e vai dormir.
Então minha alma, aliviada,
Fecha os olhos, a sorrir…

(20/03/2000)

Thursday, 12 September 2013

Chocante! Governos boicotam a cura do envelhecimento!

Realmente vivemos num mundo doente, onde a ganância e a sede pelo poder falam mais alto do que valores éticos e humanitários. Um grupo de cientistas, liderados pelo Irlandês Sir John Gibson, está tentando há seis meses, sem sucesso, conseguir apoio governamental para testarem uma metodologia revolucionária que, nas palavras de Sir Gibson,“tem o potencial para acabar, de uma vez por todas, com os efeitos prejudiciais do envelhecimento, permitindo a pessoas de qualquer classe social viverem perfeitamente saudáveis, e no pleno uso das suas forças, até o momento da sua morte.

Por que ninguém apóia este tipo de iniciativa? Ora, porque não é do interesse dos governos mundiais acabarem com o negócio altamente rentável chamado “envelhecimento”. Se fosse adiante esta cura para o envelhecimento, já pensou quantos profissionais perderiam seu emprego? Quantas clínicas e casas de repouso teriam que ser fechadas? Quanto imposto deixaria de ser pago?

E assim, por causa da ganância dos nossos governantes, parece que continuaremos com o mesmo problema de sempre.

Fico ainda mais revoltado quando penso em como a metodologia de Sir Gibson é simples e barata. Ele propõe uma nova forma de eutanásia, que ele está chamando provisoriamente de “nóstanaeuropa”. Consiste em matar qualquer pessoa que comece apresentar qualquer sintoma de envelhecimento, garantindo assim que aquela pessoa nunca sofrerá qualquer efeito prejudicial do envelhecimento. A simplicidade da sugestão é tão elegante, que beira o óbvio!

Por que ninguém pensou nisto antes? Esta reação é a marca de uma grande idéia — que, pelo visto, não poderá ser posta em prática.

Fica aqui meu protesto!

Monday, 19 August 2013

Aleluia

A música "Hallelujah" se popularizou de forma impressionante. A melodia é extremamente bela e, apesar da sua simplicidade, evoca grandes emoções. Como cristão, porém, não posso apreciar a letra original de Leonard Cohen. Apesar de conter diversas referências bíblicas (Davi e Bateseba, Sansão e Dalila), o poema original não pode ser considerado bíblico, de forma alguma (colocando em dúvida, inclusive, a existência de Deus). É verdade que o poema original é ambíguo, e Cohen mesmo nunca quis explicar claramente o seu significado — mas sempre achei que Hallelujah merecia uma letra que exaltasse a Deus (pois a própria palavra quer dizer “Louve a Deus”).

O jovem cantor Jota A. apresenta uma versão em português. A sua voz é realmente muito bela, mas é uma pena que o autor da letra em português que Jota A canta (não sei quem é) usou de tanta liberdade com a métrica.

Por estas (e outras) razões, apresento abaixo uma letra em Português que pode ser cantada com a melodia original de Leonard Cohen (8.8.11.8.8.11) O primeiro verso fala de como louvamos a Deus na alegria. O segundo verso mostra como a fé nos leva a cantar “Aleluia” mesmo quando as coisas estão mais difíceis, enquanto o último verso contempla um coração destroçado pelas tempestades da vida, mas que ainda sussurra: “Aleluia”.

Algumas meninas muito especiais para mim gravaram, sob a liderança da Liége, uma versão desta poesia que está no Youtube.

Talvez seja preciso definir duas palavras usadas no poema:

Elegia: Poema sobre assunto triste ou lutuoso.

Crisol: 1. Recipiente em barro refratário, ferro ou platina utilizado para as reações químicas a altas temperaturas. 2. [Metalurgia] Parte inferior de um alto-forno onde se acumula o metal fundido. 3. Fig., provação.

Aleluia

Se o Sol sorri ao me acordar,
Se as nuvens tentam me abraçar
    E a brisa alegremente assobia,
Eu ouço então meu coração,
Com retumbante entonação
    Cantando, agradecido: “Aleluia”!

Se o Sol se esconde com pesar,
Se as nuvens choram sem parar
    E o vento entoa a triste elegia,
Eu olho para além do Sol,
Pro resultado do crisol,
    E pela fé eu canto: “Aleluia”!

Se o Sol fugiu sem avisar,
Se o vento e nuvens, ao brigar,
    Destroem minha paz e alegria;
Ainda em meio a minha dor,
Em prantos, se preciso for,
    Meu coração sussurra: “Aleluia”!

© 2013

Sunday, 11 August 2013

The Bridge

Balancing precariously on the stone wall that ran along the side of the old bridge, he felt the hot, tepid air urging him to jump. Two hundred feet below, out of sight in the darkness, he could hear the river calling him, and imagined the jagged rocks in the river bed peering upwards, trying to pierce the darkness above their heads.

Life had been cruel to him all along — but in a sort of quiet, almost gentle way. There had been no tragedies to make people feel sorry for him, no heart-breaking loss whose memory he could use to cry himself to sleep during the lonely nights. It had just been a long, monotonous succession of grey days followed by grey nights, with not a star to lighten the horizon.

He was tired. Not angry, not despaired, not feeling sorry for himself — just tired. Tired of having to watch everyone make a mess of things, and then quietly try and pick up the pieces and glue them together. Tired of fighting day and night to keep his family safe (in every sense of that multifaceted word), and then being considered the cause of all that had gone wrong. Tired of spending all his strength and resources to keep them all together, and then feeling the awful weight of being alone amongst strange, familiar people. Tired of all that he endured — yet not in a selfish, self-pitying way.

He imagined himself telling Rudyard Kipling: “I followed your advice and became a man — but you didn’t warn me it would be so desperately lonely here!” And then he was answering himself, in that silly habit of his: “It would be worse if I were popular!” It wasn’t really the loneliness that weighed him down. It wasn’t the lack of recognition. To be honest, he didn’t really know what it was. But he knew he just couldn’t bear the prospect of another day of fighting and struggling for what he believed was right. And he knew he couldn’t live without fighting! Others could (it seemed everyone could!), but not him. The only way for him to live was as he had always tried to live: doing what had to be done, without ever giving up.

Yes, that was the only way he could live. “And that is certainly not living, mate!”, he was telling himself. “That is more like killing yourself slowly, day by day!” He was almost whispering now: “So come on, get it over with! A little step forward, and your troubles are over!”

Even as he struggled with his thoughts, he knew that his decision was already taken. It had been, all along — ever since he left them all arguing among themselves three hours earlier, and stormed out of the house. And as that realization slowly took shape in his mind, it brought with it another certainty: he had the courage to put that decision into action. There was really no fear, no doubts. It would be like all the other battles he had fought: you don’t stop to think whether you can do it or not, you just do what has to be done!

He felt the weight of a thousand lives fall off his shoulders, and strike the rocks below, being swiftly carried away by the raging current. He heard the wind singing a plaintive eulogy as the darkness greedily buried his woes. With a last, strange look at the darkness below, he jumped.

The stone wall was lower than he expected, and his feet met the road with a thump. The Moon reappeared from behind the cloud where it had been hiding, and the trees silently waved their bows, congratulating him. He bowed to his silent spectators, feeling somewhat foolish for doing so. Then he resolutely made his way homeward.

Tired, and sad. But in a kind of happy, proud way. He heard himself say, out loud this time: “I live to fight another day!” And immediately his heart answered: “Don’t be melodramatic, stupid! Just get on with it!”

It brought him no elation, not even a little glimmer of joy. But he knew he had just won his greatest victory ever, and that even though there were still many battles ahead, the war had been won.